Oscilografia: solução acelera a localização de faltas e reduz o tempo para restabelecer a rede
Faltas elétricas não dão aviso. Elas derrubam linhas, fazem disjuntores atuar e logo se traduzem em indicadores críticos como DEC/FEC. Cada minuto que se perde entre o disparo de um relé e a reposição da energia aumenta custos operacionais e a insatisfação do cliente. Apesar disso, muitas empresas ainda caçam arquivos de oscilografia manualmente, perdendo tempo a cada evento. A dor é real: faltas acontecem e as informações estão espalhadas.
A boa notícia é que os registradores digitais de perturbação (RDPs) e relés modernos já monitoram correntes, tensões e estados digitais de forma contínua. Eles podem ser acessados remotamente via intranets TCP/IP, formando redes de oscilografia em que todos os registros de uma empresa são concentrados em um único local. Esse modelo permite coletar e configurar os dispositivos à distância, mas a grande quantidade de dados gerados traz outro desafio: armazenar, gerenciar e classificar todo esse material.
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Como funciona a solução de coleta e análise de dados de Oscilografia
A solução de coleta e análise de dados de Oscilografia inicia na detecção automática: relés e registradores identificam a anomalia e gravam as grandezas elétricas antes, durante e depois do evento em formato padrão, incluindo estados digitais relevantes.
Na sequência, os arquivos são coletados remotamente pela rede, consolidados em um repositório único e normalizados com metadados — horário preciso (GPS), identificação do trecho e demais informações de contexto. Isso prepara o terreno para comparações consistentes entre múltiplos pontos.
Com os dados prontos, algoritmos multiponto analisam os registros de diferentes locais e estimam com precisão onde ocorreu a falta, reduzindo drasticamente a área de inspeção em campo e acelerando a resposta.
O resultado é integrado ao mapa da rede, permitindo que a equipe visualize, em minutos, o local provável e direcione o atendimento de forma cirúrgica. Por fim, um relatório detalhado consolida sinais, atuações e cronologia, apoiando ajustes de proteção, a construção de histórico confiável e a prevenção de recorrências.

Três dores que a solução resolve
Além de acelerar a localização de falhas, a implementação de uma solução de coleta e análise de dados de Oscilografia endereça três dores operacionais comuns nas concessionárias de energia:
1. Coleta manual provoca atrasos e custos elevados
Muitas empresas ainda dependem de equipes que precisam se deslocar até subestações distantes para baixar manualmente os arquivos de oscilografia armazenados em relés e registradores. Esse método de coleta resulta em atraso no diagnóstico das faltas e aumento de custos operacionais (viagens, horas extras, etc.). Uma solução de coleta e análise de dados de Oscilografia remota elimina esse problema: os arquivos de evento são transferidos automaticamente pela rede para o centro de dados, sem necessidade de visitas presenciais. Dessa forma, ganha-se tempo na resposta às faltas e reduzem-se os gastos com deslocamentos.
2. Registros dispersos dificultam análises e histórico
Sem um repositório centralizado, os oscilogramas de faltas ficam espalhados em vários servidores locais ou até em mídias físicas (pen-drives, DVDs). Essa dispersão de dados dificulta a construção de um histórico único de eventos e torna lenta a busca por algum registro específico quando é necessária uma análise. A solução para essa dor é centralizar todos os arquivos de oscilografia em um único banco de dados corporativo. Com todos os registros indexados por data, equipamento e tipo de ocorrência, a equipe de engenharia consegue localizar qualquer arquivo em segundos. Isso agiliza as análises em situações de emergência e também no estudo de casos passados, aumentando a eficiência operacional.
3. Análise demorada exige trabalho especializado
Interpretar manualmente os oscilogramas e extrair deles a causa de uma falha pode levar horas de trabalho de engenheiros especializados, atrasando a tomada de decisão. Aqui, a solução de coleta e análise de dados de Oscilografia atua automatizando a análise dos registros. Em poucos minutos, o sistema processa os dados da perturbação, indica o ponto da falta e gera relatórios detalhados do ocorrido. Essa automação permite que a equipe técnica concentre seu tempo em ações estratégicas – como corrigir o defeito e recompor o sistema – em vez de gastar muitas horas em tarefas repetitivas de análise de dados.
Benefícios na operação
Além de restabelecer o fornecimento de forma mais rápida após uma falta, a adoção da oscilografia digital traz diversos benefícios práticos para a operação do sistema elétrico, incluindo:
- Redução do tempo de interrupção e do custo operacional: Integrar oscilografia à rede elétrica contribui para diminuir significativamente o tempo que os consumidores ficam sem energia e os gastos envolvidos nesse processo. Menos tempo de desligamento significa também menor custo operacional, pois equipes passam menos tempo em campo e o sistema volta à normalidade mais cedo.
- Análises mais confiáveis e seguras: Com acesso imediato aos registros detalhados das falhas e com ferramentas automatizadas de apoio (como algoritmos de localização de faltas e análise das formas de onda), os engenheiros conseguem identificar com precisão o tipo de falta ocorrido e a magnitude das correntes envolvidas no curto-circuito. Isso torna a análise mais confiável e aumenta a segurança nas decisões de operação.
- Ajustes aprimorados e maior confiabilidade do sistema: Os oscilogramas funcionam como uma “caixa-preta” do sistema elétrico, permitindo verificar se os dispositivos de proteção atuaram corretamente. Com esses registros em mãos, é possível descobrir se um relé de proteção deixou de operar quando deveria ou, ao contrário, se atuou sem necessidade (disparo indevido). A identificação de situações atípicas guia os engenheiros na revisão dos ajustes desses equipamentos.
- Facilidade no compliance e em auditorias: Atender às normas do setor elétrico fica muito mais simples com solução de coleta e análise de dados de Oscilografia em plena operação. No Brasil, o Operador Nacional do Sistema (ONS) exige que as concessionárias registrem e disponibilizem oscilografias para análise de perturbações elétricas. Ter todos os registros centralizados e organizados permite responder prontamente a essas exigências regulatórias.
- Base para manutenção preditiva e monitoramento da qualidade de energia: Os benefícios da coleta de análise de oscilografia vão além do atendimento a faltas. Os registros detalhados também servem para avaliar a saúde dos equipamentos elétricos e monitorar a qualidade da energia fornecida. Por meio dos oscilogramas, é possível identificar ocorrências como variações de tensão fora do normal, surtos transitórios, desequilíbrios entre fases e distorções harmônicas. Assim, ao manter um acervo histórico de oscilografias, a concessionária passa a identificar padrões de perturbações e a planejar manutenções preditivas, evitando falhas maiores e melhorando a qualidade do serviço para o consumidor.
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